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Saúde

Cardiopatia e saúde bucal: entenda a relação entre dentes e problemas cardíacos

Negligenciar a saúde bucal pode influenciar o aparecimento de alguma cardiopatia

Negligenciar a saúde bucal pode influenciar o aparecimento de alguma cardiopatia

Nem todos sabem que há uma relação entre cardiopatia e saúde bucal, mas a manutenção dos dentes não contribui apenas para a prevenção de cáries, canais e abcessos dentários. As visitas ao dentista também atuam no combate a problemas cardíacos, como a endocardite - uma infecção cardiológica causada por microrganismos, que são levados até o coração por meio da corrente sanguínea.

Como a endocardite se manifesta e como evitar?

A endocardite pode se manifestar e atingir áreas do coração que já estejam previamente lesionadas, porém é bastante conhecida por comprometer especialmente o funcionamento das válvulas cardíacas. Estudos de diferentes países apontam que 4% a 20% dos casos de endocardite têm origem bucal relacionada a bacteremias espontâneas (quase sempre decorrentes de higienização inadequada).

A melhor forma de evitar o problema é manter a escovação ao menos três vezes ao dia, fazer uso diário do fio dental e realizar visitas frequentes ao dentista para limpezas e procedimentos que complementam os cuidados bucais. Pessoas com implantes ou próteses também precisam estar atentas à limpeza para evitar complicações.

Endocardite: sintomas e fatores de risco

Pessoas com o coração saudável têm menos chances de serem acometidas por endocardite de origem bucal. Em contrapartida, o risco é consideravelmente maior em pessoas com problemas cardíacos prévios, defeitos congênitos ou válvulas artificiais/danificadas.

Os sintomas mais comuns são:

- Febre e calafrios
- Tosse e falta de ar
- Dor muscular e articular
- Perda de peso e palidez
- Manchas na pele, olhos e boca

Prevenção odontológica e tratamento

Além da higienização correta, existem meios de prevenir a endocardite em pacientes que vão passar por cirurgias ou outros procedimentos odontológicos. Segundo a Associação Americana do Coração (American Heart Association), o ideal é que se realize a antissepsia pré-operatória e a profilaxia antibiótica apenas em pacientes de alto ou médio risco. Caso diagnosticado com a doença cardíaca, é importante que o portador realize o tratamento conforme as orientações médicas.

Fontes: Dr. Cassiano Ricardo Martins Garcia e enfermeira Camila Hayacida

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