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Saúde

Nutrientes e saúde mental: saiba como a deficiência de vitaminas e minerais pode afetar o psicológico

Muita gente não sabe, mas a deficiência de algumas vitaminas e minerais pode prejudicar a saúde mental

Muita gente não sabe, mas a deficiência de algumas vitaminas e minerais pode prejudicar a saúde mental

Todo mundo sabe o impacto que uma dieta rica e nutritiva exerce na prevenção doenças cardíacas e endócrinas, mas você costuma associar a saúde mental com a sua alimentação? A maioria das pessoas não. Estresse, cansaço mental e ansiedade são transtornos muito comuns. No caso da depressão, o Brasil é considerado o país da América Latina com mais casos: segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 5,8% dos brasileiros sofrem com o problema - no mundo todo, são 322 milhões de pessoas. Muitos são os fatores que podem desencadear um transtorno psicológico e a deficiência de algumas vitaminas e minerais pode ser um deles.

Falta de vitaminas e minerais pode afetar o psicológico?

Muitos especialistas afirmam que a saúde começa pela boca: uma alimentação equilibrada é capaz de diminuir o risco de muitos problemas. Mas cuidar do corpo também é uma forma de prevenir os transtornos da mente - as atividades físicas, por exemplo, liberam hormônios e substâncias que melhoram o humor e a autoestima. Alguns nutrientes, por sua vez, têm um papel importante na manutenção da saúde mental e a deficiência deles pode se manifestar com sinais neurológicos. Veja como algumas vitaminas e minerais agem no seu cérebro!

Vitamina D

Conhecida por ser o único nutriente que pode ser absorvido pela exposição solar, a vitamina D desempenha um papel muito importante na saúde óssea e muscular. Mas a ciência tem buscado evidências que comprovam a relação da vitamina com a saúde mental. Um estudo publicado no Journal of Post-Acute e Long-Term Care Medicine apontou que a deficiência de vitamina D eleva em 75% as chances de um adulto, especialmente idosos, desenvolver depressão. Essa hipótese também foi confirmada por pesquisadores da Royal College of Psychiatrists: eles encontraram baixa concentração do nutriente em pacientes depressivos. A deficiência de vitamina D pode apresentar sintomas psicológicos como ansiedade, falta de concentração, tristeza e pensamentos suicidas.

Selênio

O selênio é um mineral muito importante para a saúde: fortalece a imunidade, combate os radicais livres, tem função anti-inflamatória e influencia os processos cognitivos. Recentemente, pesquisadores da Universidade de Otago, na Nova Zelândia, descobriram que o nível de selênio - tanto alto quanto baixo - no corpo tem uma relação muito forte com a depressão e alterações de humor. Concentrações mais baixas do nutriente têm efeitos mais negativos ainda na saúde mental.

A oxidação no cérebro e no sistema nervoso é um fator que explica a depressão. Segundo um dos responsáveis pela pesquisa neozelandesa, a atuação antioxidante do selênio - quando ingerido em quantidades ideais - protege os tecidos corporais desse tipo de oxidação. Uma das fontes mais populares do nutriente são as castanhas, mas é preciso cautela no consumo, pois a alta quantidade de selênio no sangue pode causar intoxicação.

Vitaminas do complexo B

As oito vitaminas que compõem o complexo B são conhecidas pela ação contra o estresse. Os neurotransmissores produzidos a partir desses nutrientes ajudam a manter o humor e podem diminuir as chances de desenvolver algum transtorno psíquico. É o caso da vitamina B12 (cobalamina), responsável por sintetizar o DNA e os glóbulos vermelhos. Ela também desenvolve a mielina, uma espécie de membrana que envolve alguns neurônios.

Uma pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais mostrou que a deficiência de B12 no organismo pode se manifestar com sinais psicológicos, como depressão, falta de memória e alterações comportamentais. O ácido fólico (B9), por sua vez, atua junto com a cobalamina para ligar os neurotransmissores dopamina, serotonina e noradrenalina - que têm papel importante na definição do humor.

Magnésio

O magnésio desempenha uma função importante no equilíbrio do sistema nervoso e produção de energia. A deficiência do mineral, portanto, pode ter relação com alguns sinais neurológicos, como ansiedade, hiperatividade, alterações de personalidade e até depressão. Um estudo da University of Balearic Islands , na Espanha, sugere que a diminuição de substâncias como adrenalina e cortisol está associada com o baixo nível do mineral no organismo, que resulta em sintomas de estresse e ansiedade.

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