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Saúde

Hepatite virais: quais são as causas, sintomas e tratamentos?

As hepatites virais afetam o fígado e costumam não apresentar sintomas. Saiba mais sobre a doença!

As hepatites virais afetam o fígado e costumam não apresentar sintomas. Saiba mais sobre a doença!

As hepatites virais afetam mais de 400 milhões de pessoas todos os anos no mundo inteiro, segundo a Organização Pan-Americana de Saúde. Considerado um grave problema de saúde pública, os tipos mais comuns da doença no Brasil são as hepatites A, B e C. A infecção atinge o fígado e pode não apresentar sintomas, possibilitando o diagnóstico apenas em graus mais avançados da doença.

A transmissão das três hepatites virais mais frequentes no país pode ocorrer por água e alimentos infectados com matéria fecal, contato com sangue e objetos perfurantes/cortantes contaminados ou, ainda, da mãe para o bebê durante a gravidez e o parto. A doença também pode levar a óbito: mais de 70% das mortes por hepatites virais são causadas pela Hepatite C, seguida da Hepatite B (21,8%) e A (1,7%), de acordo com o Ministério da Saúde.

Como ocorre a contaminação das hepatites virais?

Hepatite A

Condições precárias de higiene e saneamento básico são o ambiente propício para o contágio pelo vírus da hepatite A. A transmissão ocorre pelo consumo de água ou alimentos que contêm resquícios de fezes contaminadas.

Hepatite B

O contágio da hepatite B pode ocorrer por meio sexual, sanguíneo ou vertical (de mãe para filho). A doença é considerada uma infecção sexualmente transmissível (IST) e pode ser transmitida pelo contato com saliva, secreções e sêmen. Também é possível que a contaminação ocorra pelo compartilhamento de objetos cortantes, como seringas, lâminas de barbear, agulhas e alicates de unha. No passado, já houveram casos de transmissão por transfusão de sangue - situação agora considerada rara pelos protocolos de segurança e controle de qualidade dos materiais coletados.

Na transmissão vertical, o bebê é infectado durante a gravidez ou no parto. A amamentação não é contraindicada desde que haja acompanhamento preventivo do bebê. Segundo o Ministério da Saúde, nesse caso o recém-nascido deve tomar a 1ª dose de vacina e imunoglobulina nas primeiras 12 horas de vida e completar o calendário de imunizações contra a hepatite.

Hepatite C

A transmissão pelo vírus C acontece pelo contato com sangue infectado e, assim como a hepatite B, pode ocorrer de mãe para filho durante a gravidez e o parto. As relações sexuais sem proteção também são fatores de risco para a transmissão da hepatite C.

Tratamento e possíveis agravamentos das hepatites A, B e C

As hepatites virais costumam ser silenciosas, mas quando apresentam sintomas podem ocorrer febre, mal-estar, vômito, diarreia, dor abdominal, fezes claras, urina escura e amarelamento da pele e olhos. O tipo A é a hepatite mais branda e raramente evolui para a forma grave. Com duração de pelo menos dois meses, a doença pode passar despercebida ou melhorar em poucas semanas. O tratamento é simples e requer repouso e uma dieta leve. Pessoas que tiveram a hepatite A costumam adquirir imunidade contra a doença.

No caso da hepatite B, os perigos aumentam, pois ela pode se manifestar de dois tipos: a aguda, que dura cerca de seis meses e geralmente é combatida pelo próprio sistema imunológico; e a fase crônica, que ocorre quando o organismo não conseguiu eliminar o vírus nos primeiros seis meses da doença. O tipo crônico pode evoluir para problemas mais graves, como a cirrose e o câncer de fígado. O tratamento é feito com remédios antivirais, que vão impedir o agravamento da doença.

A hepatite C também pode se apresentar nas formas aguda e crônica. Normalmente, as pessoas contaminadas não manifestam sintomas na primeira fase e o diagnóstico só acontece quando já estão com a hepatite C crônica. A doença precisa ser acompanhada com exames de sangue frequentes e o médico pode recomendar medicamentos antivirais para expelir o vírus do organismo. Segundo o Ministério da Saúde, a hepatite C é curada em mais de 90% das ocorrências quando o tratamento é seguido.

Vacinas contra hepatite são a melhor prevenção contra os tipos A e B

As hepatites A e B podem ser evitadas pela imunização. A vacina contra o tipo A faz parte do calendário nacional de vacinação e é recomendada para crianças entre 15 meses e menores de 5 anos. Já a vacina de hepatite B é indicada para todas as idades: crianças tomam quatro doses (no nascimento e com 2, 4 e 6 meses) e adultos que não foram imunizados na infância precisam tomar três doses.

Além disso, é preciso adotar métodos preventivos para se proteger da transmissão pelos vírus: evitar o compartilhamento de objetos cortantes ou perfurantes, fazer tatuagem e piercing apenas com material descartável ou esterilizado e sempre usar preservativos para relações sexuais seguras. No caso do vírus da hepatite A, ter atenção com a higiene pessoal, lavar bem os alimentos crus e consumir apenas água potável pode prevenir a contaminação.

Fonte: Ministério da Saúde

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