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Saúde

O que é displasia do colo do útero? Veja o que causa esse problema e como evitar!

A displasia do colo do útero não costuma apresentar muitos sintomas e pode evoluir para câncer se não for tratada.

A displasia do colo do útero não costuma apresentar muitos sintomas e pode evoluir para câncer se não for tratada.

A neoplasia intra-epitelial cervical, também conhecida por displasia do colo do útero ou displasia cervical, ocorre quando as células da superfície interna do útero se desenvolvem de forma alterada. A doença não costuma apresentar muitos sintomas e, caso não seja tratada, pode evoluir para câncer de colo do útero - tipo que afeta cerca de 530 mil mulheres no mundo inteiro, segundo o Inca . Quase sempre a alteração nas células é provocada pela presença do Papilomavírus humano (HPV), infecção sexualmente transmissível que provoca lesões nos órgãos genitais e na pele.

Quais as causas e sintomas da displasia cervical?

O HPV é o causador mais comum da displasia do colo do útero, mas algumas variáveis externas ou comportamentais podem influenciar o desenvolvimento da doença. Os principais fatores de risco são tabagismo, presença de outras infecções sexualmente transmissíveis, como herpes e clamídia, e anticoncepcionais orais usados por muito tempo. Mulheres portadoras de HIV também apresentam mais risco de desenvolver a displasia cervical.

A persistência do vírus HPV é um dos principais aspectos que influencia o agravamento das lesões que acarretam a displasia cervical. A doença pode não apresentar sintomas e, na maioria das vezes, só é diagnosticada durante o exame ginecológico - já que costuma haver verrugas no colo do útero. A infecção pode ser confirmada por biópsia ou exames de colposcopia. Normalmente, não há corrimento, dor ou coceira - por isso, a importância de visitar o seu médico ginecologista todos os anos para uma avaliação geral de saúde.

Leve, moderada ou grave: entenda os tipos de neoplasia intra-epitelial cervical

A neoplasia intra-epitelial cervical pode ser de baixo, moderado ou alto grau. Os casos mais leves (NIC 1) têm pouco potencial para desenvolver condições mais graves e podem desaparecer sem tratamento. Já as feridas moderadas ou graves (NIC 2 e NIC 3) têm mais riscos de progredirem para o câncer de colo do útero.

A partir da descoberta do tipo de neoplasia, é possível determinar o tratamento adequado à paciente. Normalmente, as feridas são eliminadas por meio de cauterização à laser, mas em caso de lesões de alto grau pode ser necessário algum procedimento cirúrgico para retirada de parte do colo uterino. As mulheres diagnosticadas com a doença precisam fazer acompanhamento médico por pelo menos dois anos até a eliminação do problema.

Prevenção é a melhor saída

A melhor forma de evitar os casos de displasia cervical é prevenindo o HPV. As principais recomendações são usar preservativos durante a relação sexual e manter a rotina de exames ginecológicos em dia. Outra forma de combater a infecção é tomando a vacina contra HPV.

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